9º ANO - HISTÓRIA



5ª SEMANA

A DIFICULDADE DE GOVERNAR

(Bertolt Brechet)
Todos os dias os ministros dizem ao povo
Como é difícil governar. Sem os ministros
O trigo cresceria para baixo em vez de crescer para cima.
Nem um pedaço de carvão sairia das minas
Se o chanceler não fosse tão inteligente. Sem o ministro da Propaganda
Mais nenhuma mulher poderia ficar grávida. Sem o ministro da Guerra
Nunca mais haveria guerra. E atrever-se ia a nascer o sol
Sem a autorização do Führer?
Não é nada provável e se o fosse
Ele nasceria por certo fora do lugar.

E também difícil, ao que nos é dito,
Dirigir uma fábrica. Sem o patrão
As paredes cairiam e as máquinas encher-se-iam de ferrugem.
Se algures fizessem um arado
Ele nunca chegaria ao campo sem
As palavras avisadas do industrial aos camponeses: quem,
De outro modo, poderia falar-lhes na existência de arados? E que
Seria da propriedade rural sem o proprietário rural?
Não há dúvida nenhuma que se semearia centeio onde já havia batatas.

Se governar fosse fácil
Não havia necessidade de espíritos tão esclarecidos como o do Führer.
Se o operário soubesse usar a sua máquina
E se o camponês soubesse distinguir um campo de uma forma para tortas
Não haveria necessidade de patrões nem de proprietários.
E só porque toda a gente é tão estúpida
Que há necessidade de alguns tão inteligentes.
ou será que
Governar só é assim tão difícil porque a exploração e a mentira
São coisas que custam a aprender?

RESPONDA EM SEU CADERNO:

1 - Qual a ideia central desse poema ?

2 - pesquise e faça um breve relato sobre o autor do poema:

3 - Que momento histórico o autor se refere?

4ª SEMANA

1 – Vamos pensar  no momento do período entreguerras, em que a burguesia europeia fez, em alguns países, a opção por guardar sua posição de classe dominante a qualquer custo. O que justificou a atitude dessa burguesia européia? _____________________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________ __________________________________________________________________________________ __________________________________________________________________________________ 

2 – O Nazismo aos olhos de uma criança "Ouvíamos os adultos a falar constantemente deste ou daquele dos seus amigos que tinham perdido o emprego e não sabiam como sustentar a família. (...) Os dirigentes do Nacional Socialismo prometiam acabar com a falta de trabalho e a miséria dos seis milhões de desempregados alemães e eu acreditei neles. Acreditei que unissem o povo alemão e que ultrapassassem as dificuldades resultantes do Tratado de Versalhes. Hitler conseguiu comunicarnos o seu fanatismo (...) e nós não nos dávamos conta de que se ia pouco a pouco apagando a fronteira entre o Bem e o Mal." Melita Maschmann, A Minha Juventude ao Serviço do Nazismo, Bona, 1963 Indique as razões que levaram a autora a apoiar as idéias nazistas. ______________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________ 

3 – A derrota militar das antigas classes dirigentes na primeira guerra e o surgimento da republica favoreceram aos judeus. As barreiras contra sua participação em certas prfissões e funções públicas caíram simultaneamente à proibição de imigrarem para as cidades. Todavia, num período conturbado pelas duras condições de armistício e pela inflação galopante parecia haver uma ascensão dos judeus que eram vistos como beneficiários da vitoria dos inimigos da Alemanha. No clima passional criado pela derrota, o racismo apareceu com toda a força. Os generais alemães publicavam suas memóriass culpando os israelitas pela ruína da Alemanha e responsabilizando-os por incultir no povo um sentimento de fraquesa e inferioridade. A companhia antissemita intensificou-se por toda a parte[...]. nesse clima de nacionalismo antijudeu nasceu o nazismo. 
Pierre Sorlin. O antissemitismo alemão . São Paulo: Perspectiva, 1974. 
a) Segundo o texto por que os judeus se beneficiaram com o fim da primeira guerra? ______________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________ _________________________________________________________________________________ 

b) Explique o que é antissemitismo _________________________________________________________________________






3ª SEMANA

3 - Veja Isso : https://www.youtube.com/watch?v=sR1gC4GsFGM

Baseado no poema/música de Vinicius de Moraes, responda:

1 - Esse poema se refere a que fato histórico ?

2 - Como você interpreta o verso "mulheres rotas alteradas" ?

3 - Qual a referência do título do poema ?



2ª SEMANA
2. COLOQUE V ( VERDADEIRO ) OU F ( FALSO) NAS AFIRMATIVAS ABAIXO:

1 - (   ) Os militares e os fazendeiros apoiaram a proclamação da república.
2 – (   ) A abolição da escravidão agradou a todos os setores da sociedade brasileira.
3 – (   ) A questão religiosa colocou em choque as igrejas evangélicas e o império.
4 – (   ) A proclamação da república foi um golpe militar que derrubou D. Pedro II.
5 – (   ) O coronel era um chefe político local, típico do interior do Brasil.
6 – (   ) O coronelismo era uma prática política democrática e não violenta.
7 – (   ) O governador dos estados era o coronel dos coronéis do estado.
8 – (   ) A política do café com leite envolvia os estados mais ricos e menos populosos.
9 – (   ) São Paulo foi o centro da política brasileira na república velha.
10 – (  ) Com a república, o Brasil ampliou a participação popular no poder pois o direito de votar  foi ampliado.
11 – (   ) A abolição da escravidão construiu para o povo negro uma fuga real da miséria, da desigualdade e da exploração.
12 – (   ) Na república velha, havia democracia com a participação da maioria da sociedade da época.
13 – (   ) A política do café com leite era a dominação dos estados mais poderosos na época da república oligárquica.
14 – (   ) Os republicanos do 13 de maio foram os fazendeiros escravistas que apoiaram o império.
15 – (   ) Podemos afirmar que o fim da escravidão foi determinante no fim do império.



1ª SEMANA: 06.06 A 13.06.2020


Brasil 1930: Golpe ou Revolução?


BRASIL 1930 : GOLPE OU REVOLUÇÃO ?
Em 1930, findou o período da República Velha e iniciou-se a Era Vargas. Getúlio Vargas foi uma figura singular na história do Brasil. Provocou e continua provocando discussões longas e apaixonadas. Para uns ele foi um ditador cruel; para outros, o maior estadista brasileiro.
No Brasil, até 1930, o candidato à Presidência da República que vencia as eleições era sempre um aliado do presidente anterior. Candidatos de oposição não tinham vez, pois o voto não era secreto e era muito fácil alterar o resultado das urnas.
Em 1930, o presidente da República era Washington Luís, que havia governado o estado de São Paulo de 1920 a 1924. Em 1926, chegou à Presidência, apoiado por Artur Bernardes, Washington Luís deveria apoiar como sucessor um candidato também mineiro. Este seria Antônio Carlos Ribeiro de Andrada, o presidente do estado de Minas Gerais (naquela época, os governantes dos estados não eram chamados governadores, como hoje). Porém, Washington Luís se recusou a apoiar Antônio Carlos, preferindo indicar o paulista Júlio Prestes, presidente do estado de São Paulo.
Antônio Carlos foi, então, buscar apoio entre os políticos descontentes com o domínio dos cafeicultores paulistas sobre o governo. Conseguiu a adesão de políticos do Rio Grande do Sul e da Paraíba, formando a Aliança Liberal.
Os políticos do Rio Grande do Sul indicaram Getúlio Vargas, que fora ministro da Fazenda de Washington Luís; os paraibanos indicaram João Pessoa. Formada a chapa, Getúlio Vargas tornou-se candidato à Presidência, tendo João Pessoa como vice. As lideranças políticas dos outros dezessete estados brasileiros apoiaram a chapa de Júlio Prestes e Vital Soares.
O movimento de 1930
Com a vitória de Júlio Prestes nas eleições de 1930, derrotando a candidatura de Getúlio Vargas, o governo permaneceu sob a influência dos cafeicultores paulistas. A única forma encontrada para retirar os paulistas do governo foi a violência: começou a ser articulado um movimento para derrubar o governo de Washington Luís e impedir a posse de Júlio Prestes.
Apesar de eleito, Júlio Prestes era considerado um presidente ilegítimo pelos eleitores de Vargas. Muita gente acreditava que a eleição fora manipulada pelo governo para impedir a vitória de Getúlio.
Os preparativos para o movimento uniram lideranças políticas jovens, como os gaúchos Getúlio VargasOswaldo AranhaJosé Antônio Flores da CunhaLindolfo CollorJoão Batista  LuzardoMaurício Cardoso e João Neves da Fontoura, e os mineiros Virgílio de Melo Franco e Francisco Campos.
Além de derrubar o governo, esses políticos pretendiam reorganizar o Estado brasileiro. Receberam o apoio de líderes tenentistas, como Juarez TávoraIsidoro Dias Lopes, João Alberto e Miguel Costa. Esses militares acreditavam que um governo capaz de romper com o domínio paulista poderia também realizar algumas de suas reivindicações, por exemplo, a centralização do poder na figura do presidente da República.
O político Luís Carlos Prestes optou por um caminho mais radical, não apoiando o golpe contra Washington Luís. Declarou-se socialista, defendendo que a mera troca de governantes não atenderia às reais necessidades da população brasileira.
Parte da própria oligarquia cafeeira também apoiou o movimento, como os mineiros Artur BernardesVenceslau Brás, Afrânio de Melo Franco e Antônio Carlos Ribeiro de Andrada.
O inesperado assassinato de João Pessoa estimulou adesões ao movimento, levando diversos setores do Exército a apoiá-lo. Em 3 de outubro sob a liderança civil de Getúlio Vargas e a chefia militar do coronel Góis Monteiro, começaram ações militares no Rio Grande do Sul, em Minas Gerais e no Nordeste.
O presidente Washington Luís recebeu um ultimato de oficiais-generais, exigindo sua renúncia. Como não renunciou, os militares determinaram sua prisão, no dia 24 de outubro. Os paulistas, arruinados economicamente pela crise de 1929, não ofereceram resistência.
Formou-se então uma junta provisória de governo, composta pelos generais Tasso Fragoso e João Mena Barreto e pelo almirante Isaías de Noronha, que em seguida nomeou Getúlio Vargas presidente do Brasil.

As eleições
Antes mesmo de ser derrubada pelo golpe de Estado de 1930, o oligarquia paulista já estava dividida. Em 1926, fazendeiros de café  e profissionais liberais descontentes com o governo paulista haviam fundado o Partido Democrático (PD). Defensores do voto secreto e das liberdades individuais, os membros de PD constituíram um bloco de oposição ao Partido Republicano Paulista (PRP), que no mesmo ano elegeu Washington Luís à Presidente da República.

O assassinato de João Pessoa
Em 1928, João Pessoa elegeu-se Presidente do estado da Paraíba. (...) Para enfrentar as dificuldades financeiras, (...) criou impostos sobre o comércio realizado entre o interior paraibano e o porto de Recife (...). Essa medida gerou grande descontentamento entre os fazendeiros do interior, como o coronel José Pereira Lima, chefe político do município de Princesa e com forte influência sobre a política estadual.
Após a derrota da chapa de João Pessoa nas eleições de 1930, o coronel  José Pereira, que apoiava Júlio Prestes, iniciou uma revolta em Princesa contra o governo estadual, sendo apoiado pelo governo federal. Ao mesmo tempo, no interior da Aliança Federal, ganhava força a proposta de deposição de Washington Luís por meio de um movimento armado. João Pessoa rejeitou essa solução. Naquele momento sua atenção concentrava-se no combate à Revolta de Princesa.
Nesse sentido, ordenou à polícia paraibana invadir escritórios e residências de pessoas suspeitas de receptar armamentos destinados aos rebeldes. Numa dessas invasões - na residência de João Dantas, aliado de José Pereira-, foram encontradas cartas íntimas trocadas entre Dantas e sua amante. As cartas foram publicadas pela imprensa alinhada ao governo estadual, provocando grande escândalo na sociedade paraibana. (...) No dia 26 de julho de 1930, em viagem ao Recife, João Pessoa foi assassinado com dois tiros desferidos por João Dantas, em uma confeitaria da capital pernambucana.
O assassinato provocou forte comoção no país. Os líderes da Aliança Liberal trasladaram (transportaram) o corpo para o Rio de Janeiro onde foi enterrado em meio a grande manifestação popular. Tal clima contribuiu para que os preparativos revolucionários se acelerassem, resultando na deposição de Washington Luís, em outubro, e na ascensão de Vargas ao poder, no mês seguinte.
Em setembro de 1930, a capital paraibana, até então denominada Cidade da Paraíba, foi rebatizada com o nome de João Pessoa.

Adaptado de <www.cpdoc.fgv.br/nav_historia/html/biografias/ev_bio_joaopessoa.html>Acesso:9/10/2005

Leia o texto e responda em seu caderno:
1. O movimento de 1930 foi uma revolução ou um golpe de Estado? Justifique sua resposta.






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